julho 21, 2008

Mundo Perfeito #38


"There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in."
L.C., "Anthem"

Publicado por pedroadãoesilva em 04:11 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

julho 18, 2008

O Meu Fantasy Surfer 5? Ou 6?

Numa das filmagem no webcast, o GT, aquele apresentador da Billabong que faz todas as suas piadas fazendo-se passar por um homosexual, no fundo um inimputável perante o qual não sabemos se havemos de rir se... também não interessa. Num dos momentos entre a última meia-final e a final a câmara estava a filmar o tal GT, que olhava para o mar, enquanto algo acontecia, todos na praia olhavam para o mesmo. Uma baleia? Uns golfinhos? Um tubarão? Um enviado do Slater a correr quem nem um desalmado na praia aos gritos? Porquê a última? Perguntam. Bem, porque na altura em que todos olhavam para a água o Slater, em ponto pequeno lá no fundo na tenda dos atletas aproximava-se do equipamento do Fanning, pegava na barra de parafina dele, e trocava-a por qualquer outra coisa. Ainda boquiaberto a olhar para não se sabe bem o quê, o Fanning pega na tal outra coisa que o Slater lá colocou, e começa a passar pela prancha...

A final foi a mostra de que Slater, a partir do momento em que ganhou a última etapa em Fiji, não ia deixar as más condições do mar ditarem-lhe a sorte... o Fanning atrapalhado caiu em tudo o que é onda, o Slater foi encontrando maneiras de ir buscar o resultado.


O Slater, no meu Fantasy Surfer, parece a equipa do Benfica depois de 94, em que andou uma meia dúzia de anos levada às costas pelo João Pinto. Eu monto a minha equipa, a pensar que vão todos estar presentes na ronda 3, e no final do jogo, apenas Slater conseguiu que o meu resultado não fosse tão desastroso, que fizesse com que eu baixasse de divisão e tivesse de ir jogar o Fantasy Surfer do WQS, que não tarda irá aparecer por aí.

Kelly Slater
Bobby Martinez
Kay Otton
Dean Morrison – porque o Pancho não chegou a tempo ao campeonato
Dane Reynolds
Jordy Smith
Timmy Reyes – porque por vezes acho que certos tipos são melhores do que realmente são?
Tiago Pires

Houve dois surfistas que me desiludiram neste campeonato, e eu normalmente não sou tipo para ficar desiludido. Um deles estava na minha equipa, o Dane Reynolds, e outro nunca mais deverá entrar, o Andy Irons.

O Dane Reynolds porque é um tipo gabarolas disfarçado. Aquele cenário dele dizer que não se importa, e que vai surfar apenas para o 9 e para o 10? Tudo balelas. O Dane Reynolds na bateria em que perdeu, estava a precisar de um nove, e foi surfar para dois setes, o problema é que o tempo estava a esgotar-se, e nem uma coisa nem outra. Numa onda que foi feita à sua medida, mostrou-se inseguro, incapaz de ler uma onda como deve ser, e apesar de algumas manobras impressionantes, não foi capaz de ligar uma única. Quando se olha para o Dane para substituir o Slater, em J-Bay parecia mais determinado em substituir o Bruce Irons. Se é isso que o rapaz quer, então que a Quiksilver o deixe ir à sua vida de fazer filmes de surf. Mas o Dane que se prepare, que os novos meninos bonitos, como o Julian Wilson estão a aparecer, e ninguém vai ficar a olhar para o Reynolds para sempre, nem por muito tempo devo arriscar.

Isto leva-me a pensar que este post vai ser comprido, lido por três gajos malucos como eu, que provavelmente vão ficar esgotados no final, a pensar: porque raio é que li isto até ao fim? Enfim. No outro dia tive uma discussão com o Pedro Adão e Silva sobre - onde é que os desportistas realmente se provam?

O Pedro e eu concordámos que era na competição, e que apesar do surf ser um desporto com as suas particularidades, nada entusiasma dois fãs de surf como nós, do que um campeonato de surf bem disputado. Devo dizer que já vi aquele First Chapter, devo dizer também que a sequência do Salter no Campain 2 é algo que me deixa um pouco estonteado. Mas a verdade é que nem mesmo o Slater, principalmente ele, surfaria aquela onda como o faz, se tivesse em competição. Em competição tenderia a ficar mais tempo no tubo, a executar as manobras com mais força, e principalmente a acabar uma onda que, muitas vezes tem muito mais para dar. Porquê? Acima de tudo, porquê mais força? Eu explico, porque em todos os desportos os records não são quebrados nos treinos, os records são quebrados em competição, onde a adrenalina nos leva mais longe, onde o adversário nos faz querer fazer melhor, onde o apoio do público puxa só mais aquele centímetro necessário para ficar entre o reino dos normais, e o reino dos grandes. No deporto a pica, a motivação, o desejo de prova entre os melhores é tudo.

Quando o Reynolds diz que acha que o pessoal na competição não surfa para o 10, surfa para o 6, é porque o pobre coitado vem traumatizado do WQS. No WCT se quiseres ganhar, e se tiveres a fabulosa oportunidade de poder ganhar a um gajo como o Slater tens de surfar para o 12! É que o Slater surfa para o 15 se for preciso. O Fanning nunca surfa para ter um 7, surfa para fazer dois 10, o Andy Irons, no seu tempo também. Até a porcaria do Bede Durbidge faz o esforço. O Taj definitivamente e o Joel surfa como surfa e se conseguir surfar aquilo que quer e que pode, faz um 10.

Em competição assistem-se às melhores exibições de surf do mundo. O top 10 faz o surf mais alucinante que existe, e se as ondas são boas... meus amigos é difícil, mesmo para um gajo que surfa a mesma onda todos os dias, conseguir bater aqueles tipos.

Porquê o Andy Irons? Perguntam os últimos e resistentes leitores, alguns com uma epopeia ainda pela frente. Porque o Andy está preguiçoso, desleixado, desmotivado, e muito fiteirinho. O CJ Hobgood, numa táctica altamente duvidosa, na ronda quatro, esperou 27 minutos pela sua primeira onda, e em três, conseguiu passar uma bateria. Durante 25 minutos o Andy andou a disputar ondas com o Taj Burrow, e nos últimos 5 minutos atirou a toalha ao chão, ficou dois minutos a apanhar ondas de inside, e a tentar fazer um aéreo ridículo, e a três minutos do final sai, desistindo da bateria. O Andy precisava de um 7,5. Um sete e meio, em anos anteriores era uma nota que faria a dormir, fosse em que condições fossem, mas a dormir! E quantas vezes, nos seus anos de ouro, é que o Andy não ganhou baterias em cima da buzina? Foram várias posso-vos dizer.

Com este domínio do Slater, a única esperança para um luta até ao fim reside agora em Mick Fanning, mas com duas ou três esquerdas ainda pela frente a missão é mais impossível do que prenderem o Valentim Loureiro por corrupção.

O Saca? O Saca esteve mais uma vez com azar. Não quero desculpá-lo de nada, a primeira bateria parece-me que ficou demasiado na expectativa, principalmente porque se há uma bateria em que pode arriscar, apanhar muitas ondas, mostrar aquilo de que é capaz, sem ficar no pico a marcar posição, essa é a primeira bateria. Na segunda apanhou o Dayyan Neve inspirado, mas surfou muitíssimo bem.

Ponto a favor de outro membro da minha equipa, o Bobby Martinez, que é um tipo que não sabe competir muito bem, mas é o melhor surfista goofy a surfar de backside, de longe. O que é sempre bom ver.

Finalmente quanto à inevitabilidade da vitória de Slater... vai ser muito difícil pará-lo, mas não acho que torne o campeonato desinteressante, pelo contrário, acho que a exibição do Slater é inspiradora. Estamos num momento da história do surf que vamos contar aos nossos netos e bisnetos, e o melhor é que estas vitórias realmente não têm paralelo, não há Schumacher, Tiger Woods, Jordan, Péle, Maradona, Eusébio, (quer dizer talvez o Eusébio...), não há realmente nada que se compare a este momento na história do desporto. E para quem goste de desporto isto só pode ser um prazer de acompanhar.

O Slater em Jeffreys? Farto-me de dizer que ele é o melhor, ninguém lhe toca, não sou o único a dizer isto. E teve o azar de nunca ter tido condições perfeitas para surfar. Quando está perfeito é o melhor, quando está menos perfeito é o melhor, quando está fraco é o melhor e quando está desordenado, no meio de uma tempestade adivinhem? É o melhor.

O facto mais impressionante foi ainda na bateria com o Adriano de Souza, o tipo arranca numa onda pequena, quase a ficar branca, faz o bottom, que com Salter parece sempre em câmara lenta e larga um tail slide brutal, que desfaz a onda em bocados, a violência foi tal que o pé saiu do tail, para ser recuperado como se nada fosse, com a maior das facilidades. Isto quando Adriano tinha a prioridade, como é claro. O Slater sai da manobra, mais veloz do que entrou, e isto acontece sistematicamente, quanto mais difíceis as manobras melhor. A recuperação das manobras, tanto a nível de equilíbrio, mas principalmente a nível de velocidade são uma capacidade que tem, única, mesmo única. Parece que está a nadar bruços enquanto os outros estão a nadar à cão. Ele faz a manobra, flecte, e num movimento está novamente a alta velocidade a passar as secções. Talvez o Taj Burrow também tenha alguns momentos assim, mas são poucos e não como o Slater faz.

Outro facto impressionante, neste campeonato o único adversário que o Salter não deixou em combinação foi o Joel Parkinson... dá que pensar...

Publicado por miguel bordalo em 11:53 PM | Comentários (14) | TrackBack (0)

Amanhã

"Para os sem geração de todas as gerações". ler aqui e aqui.


Publicado por pedroadãoesilva em 07:54 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

Para ouvir a caminho da praia












Download: Fontän, "Early Morning"

Publicado por vascomendonca em 03:24 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

julho 17, 2008

slaterama

ou, quatro tiros quatro melros...

Slater Wins!!!

Publicado por pedroarruda em 01:03 PM | Comentários (6) | TrackBack (0)

julho 15, 2008

super bock super blogue

Estamos tão crentes na vitória nos Super Blog Awards que até demos quinze dias de avanço aos outros blogues todos. É verdade: a votação já começou no começo do mês. O objectivo é ter mais que seis votos, sendo que, infelizmente, não podemos votar mais que uma vez em nós próprios. Há regras incompreensíveis.

Publicado por manuel castro em 01:23 PM | Comentários (4) | TrackBack (0)

Na Praia desde 68


“Sous les pavés, la plage”, ou numa versão portuguesa irremediavelmente tosca: “debaixo das pedras da calçada, a praia”. Faz este mês quarenta anos que esta frase nos acompanha. Inscrita em murais de Paris em Maio de 68, não é apenas o melhor dos muitos slogans inventados nas revoltas estudantis parisienses, é também a mais exacta das metáforas para o que naquelas semanas se iniciou e que se projecta, ainda hoje, na nossa vida quotidiana. Neste caso – e em todos os outros – praia é para se escrever Praia, com maiúscula. A metáfora por excelência da evasão, do lado mais lúdico, individual e liberal das nossas existências. Sem essa Praia, descoberta debaixo dos passeios do Quartier Latin em Paris, não teríamos as ondas do mar do surf como as temos hoje.
Há, antes de mais, o lado físico e material da expressão. Os estudantes que se rebelavam por força de um mal estar difuso, arrancavam as pedras da calçada e atiravam-nas à polícia, símbolo da “cidade”, da vida sem escapes. É verdade que a revolta já se havia iniciado no campus da Universidade de Berkeley, em plena Califórnia (sempre o mesmo lugar, onde todas as coisas parecem começar), contra a guerra do Vietname; mas foi em Paris que melhor se cruzou a contestação objectiva com a insatisfação com o “homem unidimensional”, circunscrito a um quotidiano cinzento e alienado por rotinas conservadoras. Foi em Paris que se deu uma inversão espectacular da vida real: enquanto se colocava por momentos fim ao enfado, viviam-se tempos de exaltação, sinais subversivos de que outro mundo era possível. O mundo das Praias encontrado debaixo das pedras da calçada.


Depois, é sabido, as revoltas esmoreceram. Primeiro com a clivagem entre estudantes e contestações sindicais; depois, com o refluxo conservador e a vitória da maioria silenciosa de De Gaulle; e, finalmente, porque degeneraram em parte em movimentos terroristas (por exemplo, os Bader Meinhoff e as Brigate Rosse). Mas se na política a herança de um modo ou de outro se foi perdendo, há outra herança que perdura, a da política da vida.
A valorização do lazer e das vidas livres, alternativas e não conformes. A Praia era, é, a melhor metáfora para a reinvenção dos quotidianos. A rebelião da rebentação contra a ordem da cidade; o prazer contra o trabalho; a pureza contra as regras; os corpos contra as roupas e o surf contra os cativeiros.
Quarenta anos passados, é essa a mais valiosa herança do Maio de 68 – a possibilidade de uma liberdade absoluta, necessariamente individual. O mundo das Praias e a vida das Praias, um universo de possibilidades que passámos a ter, arrancado literalmente às pedras da calçada, foi-nos oferecido por todos aqueles que se juntaram em Paris e que ocuparam as universidades. Devemos-lhes isso. No fundo, devemos-lhes as existências que podemos ter hoje: no lazer livre, na sexualidade livre e na liberdade absoluta de surfar ondas no mar. Se ontem disseram “debaixo das pedras da calçada, a Praia”; temos a sorte de poder acrescentar à Praia, o Surf.

publicado na coluna Sal na Terra da SurfPortugal

Publicado por pedroadãoesilva em 10:47 AM | Comentários (2) | TrackBack (0)

julho 11, 2008

Sonhar com pranchas

Vocês alguma vez sonharam com pranchas? Eu, ontem, sonhei com pranchas. Aliás minto, ontem sonhei com A prancha. A única, absoluta, perfeita. A prancha mágica. Ontem sonhei com ela. Com aquela prancha. A prancha que me faria surfar melhor, completar aquela manobra no limite, tirar a melhor linha da onda, A prancha. Mais do que a capacidade do corpo em executar as manobras, mais do que o talento, ou a vontade, mais mesmo do que os anos de treino – aquela prancha.

Comecei a fazer Bodyboard há 23 anos e houve um momento em que esteve ao meu alcance ser bom a fazer bodyboard. Um momento em que a minha vida se focalizou totalmente nesse objectivo insondável de apanhar ondas e seguir a vontade das marés que acolhem o mundo. Fui bom. Hoje sou bom quando tenho sorte ou quando apanho ondas que gostam de mim. Mas ontem sonhei com a prancha que faria de mim o melhor.

Já tive muitos heróis ao longo da vida, mas nesta coisa de apanhar ondas um dos meus primeiros heróis foi o Keith Sazaki. O Manel disse-me uma vez que a minha fixação no dropknee era uma vontade de me por em pé, mas eu nego. Quando era muito puto, mesmo muito miudo, o bodyboard era a única via de acesso às ondas e ao mar, ao longo do tempo fui evoluindo. Crescer, essa fatalidade. Muitos dos meus amigos de então, a maioria, talvez, fizeram-se surfistas, daqueles de pranchas de fibra. Eu não. Ao longo do tempo o bodyboard foi sempre onde me senti mais confortável, onde me senti mais eu. E o dropknee explica tudo isso.

A fantástica possibilidade de poder estar entre dois mundos, com uma panóplia interminável de possibilidades à disposição era um enorme desafio. Nesse tempo a prancha de bodyboard era o veículo mais versátil na descoberta das ondas, deitado, de joelhos, dropknee, de pé, numa prancha de bodyboard tudo era possível e qualquer onda era possível e o que nos distinguia eram as ondas que apanhávamos, as manobras que fazíamos e o estilo de cada um.

Depois veio a radicalidade. O extremo. A proximidade com a loucura, o para lá de…
Veio teahupoo e a cave e el fronton e a maia. Veio Jaws, Nazaré, Shipsterns. Tudo foi para lá dos limites razoáveis de qualquer cidadão médio e responsável que queria ter uma carreira e constituir família, ser feliz. Não tão feliz como apanhador de ondas profissional, mas feliz.

Um dos Homens do Mar que eu mais admiro é o Laird Hamilton, mas ele é provavelmente o responsável maior por eu ser um surfista de ocasião em vez de um surfista de profissão. A dedicação absoluta e total a uma ideia, a uma actividade, esse comprometimento, extremo… falhou-me.

Quando o mundo das ondas se tornou num show mediático vivido na realidade da maior onda, o pior malho, os extremos dos extremos, o meu surf ficou cada vez mais primário. O meio do Atlântico, um Surf de gozo, protegido de crowds e de géneros, sem exigências, sem tenções.

Eu e a minha prancha e as quaisquer condições que o mundo me queira dar no momento. Mas ontem sonhei com uma prancha. A prancha, vem a caminho…


Publicado por pedroarruda em 12:08 AM | Comentários (8) | TrackBack (0)

julho 07, 2008

Isto anda tudo ligado


Foi há 50 anos que o João Gilberto, ao gravar o chega de saudade, inventou aquela batida no violão que viria a ser conhecida por Bossa Nova e foi há cinquenta anos que o Brasil ganhou à Suécia o seu primeiro mundial de futebol, com o Pelé e o Mané Garrincha na mesma equipa (sigam o link e dediquem uma hora e meia a ver o jogo). Se não houvesse praia, nenhuma das duas coisas tinha sido possível. O mundo passou a ser um lugar bem melhor.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:59 PM | Comentários (2) | TrackBack (0)

julho 04, 2008

A cobardia da FIAT

Em Agosto de 2007 tive o primeiro contacto com a FIAT com o objectivo, que parecia comum desde o primeiro momento, de estabelecer um acordo de apoio à minha filha Francisca.
As razões do meu interesse especial no apoio de uma marca de automóveis são simples de explicar: com o reforço do investimento na competição e internacionalização pretendia ter as melhores condições de mobilidade para garantir maior flexibilidade de treino e garantir também maior oportunidade de conciliação com os estudos.
Pacientemente fui mantendo o assunto num círculo muito restrito de pessoas (que por exemplo excluíam a própria interessada) e esperei propostas concretas da FIAT.
Ao fim de meses comuniquei à FIAT que tinha fortes probabilidades de encontrar alternativas mas dava a primazia à FIAT por ter sido a primeira a fazer a aproximação.
A FIAT pediu-me um tempo para discutir o assunto com a casa-mãe em Itália e passando algum tempo comunicou-me o acordo para um patrocínio (entre o fim de Dezembro e o meio de Janeiro).
O assunto foi formalizado numa reunião com a FIAT na sua sede, com a presença, exigida pela FIAT, da própria Francisca e libertou-se a informação do apoio da FIAT, para além de se ter programado todo um programa de desenvolvimento da época no pressuposto de que o problema dos transportes estaria resolvido.
Meses de atraso na entrega do carro prometido levaram-me a pressionar a FIAT no sentido de ser permitida a realização de uma pequena surftrip durante uns dias na Páscoa.
A FIAT cedeu um carro por esses dias e a surftrip, bem como o apoio da FIAT, ficaram documentados, pelo menos em sites na Internet.
Meses e meses de insistências minhas, recusas de atender telefones, esquemas pueris de fingir dificuldades de comunicação, de tudo usou a FIAT para evitar o contacto.
Recebi hoje este mail que transcrevo:
“Boa tarde Sr. Henriques,

Venho por este meio informar, após os meus colegas me terem informado que tem tentado entrar em contacto com o Dr. Sergio Martins e possivelmente comigo, sem existo.
Que após conselho geral do Brand Fiat e da organização Internacional o conceito FiatFreeStyle Team, ficou congelado no mercado português. Isto é, A Fiat Group Automobiles Portugal não vai patrocinar nenhuma competição, bem como nenhum atleta. Com muita pena minha, pode não ser na opinião do Sr. Henriques, mas das poucas pessoas que ainda lutou para que o conceito não morresse em Portugal fui eu. Mas sem êxito. E só neste momento foi oportuno dar-vos esta informação, que não é de todo positivo para vocês, bem como para nós que desenvolvemos um grande projecto.

A Fiat com as novas instruções do novo Director Geral, vai abandonar todas as competições, virando-se para outras áreas de negócios.

Os meus cumprimentos,

S. Castelhano

Fiat Group Automobiles Portugal SA
Relações Externas e Comunicação
Gestor de Eventos
Tel. 21 412 54 00
Fax. 21 412 55 09

A que respondi:
“E a fiat, as pessoas envolvidas e sobretudo o seu director geral não têm a coragem de dizer isto cara a cara, evitando com esquemas infantis o meu contacto. Nem mesmo por telefone.
Agradeço que transmita ao seu director geral a minha convicção que quem gere com um nível de cobardia e falta de palavra a este ponto um dia estará enredado na sua própria teia.
henrique pereira dos santos”

Até hoje nunca precisei de um único contrato escrito para considerar fechado um patrocínio. E continuo sem precisar porque felizmente lido habitualmente com pessoas de bem.
Mas fica o aviso para quem um dia queira lidar com o Sr. Stefano Solfaroli, director geral da FIAT Portugal: só por escrito e na presença de um advogado.

henrique pereira dos santos

Publicado por pedroadãoesilva em 04:56 PM | Comentários (49) | TrackBack (0)

julho 02, 2008

Mundo Perfeito #37


aqui.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:11 PM | Comentários (5) | TrackBack (0)

julho 01, 2008

Let's Dance to Wave Prediction

Publicado por manuel castro em 11:52 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

O mar, de novo


No Inverno, o mar corre para nós e o seu tumulto, mesmo longínquo, alcança-nos os sentidos. No Verão, somos nós que caminhamos para o mar e para a sua claridade agitada e horizontal. Hoje, levantei-me cedo e, em frente do sol que nascia, desejei o mar. Imaginei-o em mim e prometi não lhe faltar, obrigando o tempo que me falta a levar-me ao seu encontro. O desejo do mar é como o desejo do corpo: são ambos desejos de infinito. E também nos dois desejamos o nosso desejo deles. Por isso, o que desejamos só nos é dado quando, pela memória, o obtemos uma segunda vez. A memória é um desejo de passado e o desejo é uma memória de futuro. As batalhas do desejo são grandes batalhas navais com o tempo e o mundo: nas suas vitórias há gritos e conquistas; nas suas derrotas, massacres e motins. Dizemos "o mar!" e, nesse dizer, dizemos também os seus perigos, naufrágios, destroços, plenitudes, êxtases e tesouros. O mar e o desejo são cansativos como a vida.

José Manuel dos Santos no Expresso deste fim-de-semana, para continuar a ler aqui.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:14 PM | Comentários (2) | TrackBack (0)

as ondas da rádio

o Ondas nas ondas hertzianas do programa Janela Aberta no Rádio Clube Português, para conferir aqui.

Publicado por pedroarruda em 02:25 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)

junho 29, 2008

Desabafo I Tema de Verão

Já estou com saudades do frio... é só o que tenho para dizer...

E então? Quero lá saber disso!

Raios... para este vento de norte nojento...

Publicado por miguel bordalo em 07:23 PM | Comentários (5) | TrackBack (0)
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